• Terça-feira, Junho 17, 2008 •

SHOW: MARIANNA LEPORACE E CELSO VIÁFORA

Cantado por MARIANNA LEPORACE às 5:02 PM
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• Segunda-feira, Junho 16, 2008 •

SHOW: MARIANNA LEPORACE E CELSO VIÁFORA

O show que acontece no dia 25 de junho de 2008 na Sala Municipal Baden Powell, no Rio de Janeiro, marca o início do encontro musical da cantora carioca Marianna Leporace com o compositor paulista Celso Viáfora.

Encontro esse prometido há alguns anos e que agora toma forma no show que recebe o nome “O Amor Que Não Termina”. O roteiro caminha pela parte da obra de Celso que fala do amor. Os dois constroem no palco, através das canções, uma relação amorosa desde o momento do encantamento e da paixão, passando por todas as fases do relacionamento, incluindo as decepções e reconciliações. Enfim, o amor será cantado de diversas formas e estilos.

O repertório inclui músicas como “Samba do Amor que Não Termina”, de onde saiu o título do show, “Atlântida” (parceria de Celso e Ivan Lins), “Antes do Amor” (de Celso e Vicente Barreto), “Deslumbramento” e “Desesquecidos” (parceria com o compositor argentino Beto Caletti), que caminham por vários gêneros: samba, forró, balada, canção, entre outros. As letras, ora bem-humoradas, ora poéticas e intensas, ajudam a construir um painel rico e variado da obra do autor, permitindo que o público conheça as suas várias facetas.

O show “O Amor Que Não Termina”, de Marianna Leporace e Celso Viáfora, contará com a participação especial do violonista Fernando Caneca.

Cantado por MARIANNA LEPORACE às 8:40 PM
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• Segunda-feira, Maio 26, 2008 •

HOMENAGEM A WILLIANS PEREIRA



Ele jurava que eu estava assistindo Big Brother, quando adentrou a casa da minha mãe naquele final de março, pro primeiro ensaio que faríamos para um show em homenagem ao compositor Sidney Miller, na Sala Funarte. Mas há muitas controvérsias sobre esse assunto em particular!!!

O fato é que foi assim que nos conhecemos, apesar de nossos nomes não serem estranhos um para o outro. Willians fazia parte da banda de base que acompanharia os cantores na homenagem, ao lado de PC Castilho e Fabio Luna, que com ele formavam o Trio Taluá, além de meu irmão Fernando, baixista.

O dia 02 de abril de 2002 fechou com uma noite belíssima! Muitas músicas desfilaram nas vozes de gente de peso, como Paulinho da Viola, Quarteto em Cy, Gutemberg Guarabyra, Marilia Medalha, entre muitos outros e nós ali, nos sentindo honrados e felizes por integrarmos aquele elenco e aquela noite tão especial.

Em agosto desse mesmo ano, eu estava finalizando a temporada de shows do meu primeiro CD, que foi com a pianista Sheila Zagury e em homenagem a Chico Buarque e Edu Lobo. Nós estávamos nos apresentando na Sala Baden Powell e Willians foi nos assistir. Saiu sem falar comigo por que tinha outro compromisso, mas saiu com idéias em mente.

Dias depois recebi um telefonema e ele me disse: “Você quer fazer um trabalho comigo só de voz e violão?”. Willians acreditava que o universo que abrangia as seis cordas do violão e a voz de um cantor era muito amplo e pleno de sons e significados e sempre desejou fazer um mergulho profundo nessa teoria para assim explorar todas as nuances e caminhos que esses instrumentos pudessem oferecer. Ele queria um diálogo de igual para igual entre “nossas cordas” e eu adorei a idéia! Topei sem pestanejar.

Começamos a trabalhar em agosto/setembro de 2002. Precisávamos se um mote, um tema, um caminho e esse nos chegou através de uma sugestão de nosso amigo Emerson Mardhine, que nos falou com a maior simplicidade: “Por que vocês não escolhem músicas que falem da voz e do violão?” Bingo! Era isso, homenagearíamos nossos instrumentos e principalmente, nosso encontro!

Assim mergulhamos profundamente não só na pesquisa das músicas como na idéia do duo, dos diálogos, das formas, intensidades, timbres, silêncios e cumplicidade. Foi um intenso ano de trabalho, muita troca, muitos ensaios, muito aprendizado, muita parceria. Líamos as letras, analisávamos os sentidos das palavras, traduzíamos as melodias, ele criava os arranjos e adequávamos a minha interpretação. Mergulhamos e fomos bem lá no fundo da proposta.

Estreamos modestamente, pra poucos amigos no anexo do Teatro Ziembinsky em novembro de 2003, mas sentimos que ali se abria um caminho de muitas conquistas e realizações e que nosso duo seria eterno enquanto Deus quisesse, por que nós queríamos e muito.

Em janeiro de 2004 fomos a São Paulo pra duas apresentações no Crowne Plaza e começamos a pensar no CD. Nosso trabalho nasceu maduro por que teve muito tempo de elaboração, era só gravar. Fizemos isso! Ralamos o ano todo atrás de patrocínios e empréstimos pra dar asas a nosso desejo e assim em dezembro de 2004 lançamos o CD “A Canção, a Voz e o Violão”, nosso filho musical que nos deu muita alegria!

Daí corremos pro abraço e ficamos circulando com o show por tantos lugares que perdi a conta. Mas fomos a Brasília duas vezes, participamos do Tim Festival de Governador Valadares, cantamos no Mistura Fina, Sala Baden Powell, Casa de Cultura Laura Alvim, vários programas de rádio, Armazém Digital, Espaço Urca, Sala Funarte, Teatro da Justiça Federal, Teatro Municipal de Niterói, Teatro do SESI, entre tantos outros lugares legais! Tivemos a alegria de ter ao nosso lado em alguns shows PC Castilho, Tavito, Tunai, Luhli, Célia Vaz, Folia de 3, Sheila Zagury, Fernando Leporace, Augusto Pinheiro, Ava Araújo, Wanda Sá e Elba Ramalho, que foi nossa madrinha no Projeto Novo Canto, no SESC Ginástico.

Em 2006 inventamos a “Casa 84”, um espaço para shows que nos rendeu muitas despesas, mas que nos divertiu um bocado nos dois meses que durou! Ali testamos vários arranjos novos, por que estávamos caminhando pro segundo disco que seria em homenagem ao compositor Tavito, além de várias idéias que surgiram pra projetos posteriores. Foram ricos nossos dias na nossa “Casa 84”. No fim da temporada, estávamos duros mas muito felizes!!!

Willians participou do meu CD solo em homenagem à Baden Powell, que foi lançado no Japão e depois no Brasil e participou de vários shows que fiz em 2007 pra divulgar o trabalho. Também figurou entre as participações do DVD que vou lançar ainda esse ano.

Enfim, foram muitas idéias, muito trabalho, muitas alegrias, muita amizade, muitos projetos, muitas risadas e filosofias trocadas. Nosso casamento musical durou cinco intensos anos e continuará rendendo frutos enquanto eu estiver por aqui.


P.S. A historia do Big Brother, ele sempre contava nos shows e a platéia vinha abaixo. Sabem que acho que até me convenci?

25 de maio de 2008.

Cantado por MARIANNA LEPORACE às 4:58 PM
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• Sexta-feira, Abril 11, 2008 •

FELIPE RADICETTI

Conheci FELIPE RADICETTI há muitos anos, através de JOÃO CANTIBER, nosso grande amigo violonista e compositor. Nessa época, João dava aula de música na MUSIARTE, onde estudei e assim nos conhecemos.

João me levou na casa do Felipe, no principio dos anos 90 (inicio também da minha vida musical) pra que eu gravasse duas músicas suas num demo que estava preparando pra seguir uma carreira solo, depois que acabou a grande banda JAZZBRASIL da qual fazia parte.

Felipe começava uma longa e premiada carreira no reino da publicidade e me convidou pra gravar um jingle antológico (para nós) da GELÉIA DE MOCOTÓ IMBASA. E assim eu e JUJU DE CARVALHO, amiga que cantava comigo no grupo vocal ZINNZIVER, gravamos o jingle, que ficou em cartaz durante anos na TV em todo o país. Era divertidíssimo ouvir nossas vozes irreconhecíveis na TV, pois cantávamos imitando crianças e ninguém poderia supor que fossemos nós duas. Bons desafios que a publicidade e a dublagem oferecem pros cantores!

Com Felipe fui parar no NOVA ONDA, um grande estúdio de jingles da época, que resiste até os dias de hoje, tempos em que o mercado de publicidade praticamente todo migrou pra São Paulo. De lá segui pra outras plagas, fui cantar em outras freguesias, perdi o contato com Felipe por muitos anos. Caminhamos por distantes praias, mas um belo dia de 2002, nos reencontramos em Avaré, no interior de São Paulo.

Ele estava concorrendo num importante festival de música que acontece por lá e acabou vencendo com a música "INDIVISO", parceria com CRISTINA SARAIVA.
Eu estava por lá de ouvinte, curtindo um feriado ao lado de minha amiga NANA SOUTINHO e fazendo contatos, conhecendo ao vivo pessoas que só tinha ouvido falar como CELSO VIÁFORA, que também está prestes a se tornar um novo parceiro, mas isso eu conto outro dia.

De lá pra cá retomamos o contato, até por que Felipe abraçou os palcos e a vida de compositor com muito mais afinco e isso com certeza está nos unindo. Por coincidência, participamos de dois festivais de música brasileira na Argentina, um em 2005 e outro no final do ano passado: o III Mardel Bossa de Mar del Plata. Este último acabou nos obrigando a montar um repertorio juntos e assim unimos os meus “Badens” ao som autoral do Felipe numa boa mistura que nos incentivou a seguir em frente com a parceria.

Agora aqui estamos prestes a começar uma nova etapa! Na quarta-feira, dia 16 de abril, ao lado do já citado e querido JOÃO CANTIBER, estaremos na SALA MUNICIPAL BADEN POWELL, pra nossa primeira aventura musical em palcos brasileiros.

E aguardamos todos vocês!

Beijos

Cantado por MARIANNA LEPORACE às 2:07 PM
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• Quarta-feira, Abril 09, 2008 •

SHOW: MARIANNA LEPORACE E FELIPE RADICETTI

Depois de participarem juntos do III Festival Mardel Bossa, em Mar Del Plata na Argentina, em dezembro de 2007, a cantora MARIANNA LEPORACE e o compositor FELIPE RADICETTI resolveram transformar seu encontro, quase casual, em uma parceria musical. Partiram então para a montagem do primeiro show que estréia dia 16 de abril na Sala Municipal Baden Powell, no Rio de Janeiro.


O repertório é composto de composições de Felipe com seus diversos parceiros letristas. Marianna e Felipe contam também com a participação do violonista JOÃO CANTIBER.

Aguardamos todos vocês!

Cantado por MARIANNA LEPORACE às 2:43 PM
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• Domingo, Março 30, 2008 •

PROJETO PIXINGUINHA – PARTE 2

Nossa caravana abriu o projeto e saiu no dia 16 de outubro, rumo ao Norte do Brasil.
Iniciamos a turnê em Brasília, terra que gosto muito pela minha gente querida que habita por lá. Fizemos dois shows no Teatro Plínio Marcos da Funarte-DF, com casa cheia, público animado, Celso Frateschi, presidente da Funarte, presente e bem feliz com o projeto, show gravado e transmitido pela Rádio Câmara, muita energia boa rolando.


Foto de Kátia Barreto

Estréia é sempre estréia e tem o frio na barriga habitual e eterno. Mas o show que foi dirigido pelo LUÍS FILIPE DE LIMA
deu certo e ficamos todos bem contentes com o resultado.


Sheila, Luis Filipe e Marianna em Brasília

Eu viajei com a minha banda formada por SHEILA ZAGURY (piano), FERNANDO LEPORACE (baixo) e pra essa turnê LUISINHO SOBRAL (bateria) e EDU SZAJNBRUM (percussão). A banda do ZÉ RENATO, era formada por RÔMULO GOMES (baixo), JOÃO CARLOS COUTINHO (piano e acordeom) e CARLOS BALA (bateria). E era uma delícia quando juntava todo mundo no final do show, ficava aquele palco cheio de gente curtindo e trocando música boa! Todos arrasaram nos shows e o trabalho ganhou um corpo maravilhoso!


Eu e minha banda

Depois dos dois primeiros shows e de curtir família e amigos em Brasília, seguimos pro Acre e nos apresentamos em Rio Branco, num lugar muito interessante chamado Usina de Artes João Donato, um espaço moderno que era uma antiga usina de castanhas e que foi recuperado pra virar um grande centro cultural. Lindo!


Fernando com o ônibus da Usina de Artes

Adorei conhecer Rio Branco um pouco melhor. Acho o Acre um estado muito interessante, novíssimo, com influência direta de culturas fronteiriças, como a Bolívia e por ficar praticamente dentro da Floresta Amazônica, possui também toda a cultura indígena misturada. Você sente a força do “povo da floresta” como dizem por lá.

Minha amiga e cantora KELEN MENDES, que nos acompanhou durante os dias que passamos por lá, me transmitiu a enorme força de um povo que se articula em busca de sua identidade e ao mesmo tempo se orgulha de seu lugar, de suas raízes. Fiquei emocionada com as aulas de história que ela me deu, com a sua total noção de pertencimento, sensação que raramente tenho aqui no cosmopolita “sul maravilha”, melhor dizendo, no “Rio Maravilha”.


Sheila, Kelen e Marianna no aeroporto de Rio Branco

Adorei esse convívio com a Kelen, os passeios no Parque Ambiental Chico Mendes, no Mercado Velho na beira do Rio Acre, o Palácio Rio Branco, que infelizmente só vi por fora nas caminhadas pela cidade, adorei Rio Branco!


Parque Chico Mendes


Mercado Velho

No próximo post continuo a turnê!
beijos

Cantado por MARIANNA LEPORACE às 10:38 PM
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• Sexta-feira, Março 28, 2008 •

RETROSPECTIVA 2 :

PROJETO PIXINGUINHA – PARTE 1


O Brasil é mesmo um caso muito sério. Vocês acreditam que o PROJETO PIXINGUINHA, o mais importante projeto de circulação de música brasileira de todos os tempos, está mais uma vez ameaçado de extinção? Falta de patrocínio? Descaso? Pouco interesse das empresas pela música que não toca nas rádios e TVs? Talvez um pouco de cada uma dessas opões, vai saber...

O Projeto criado por HERMÍNIO BELLO DE CARVALHO, completou elegantemente 30 anos de existência em 2007. Apesar de todas as dificuldades que enfrentou e dos muitos anos de suspensão, ele conseguiu difundir a produção nacional em larga escala, levando artistas de todos os estados e estilos, distribuídos em caravanas, pelos quatro cantos do país, possibilitando que o público tomasse conhecimento de uma música que jamais chegaria até ele de outra forma, já que nossas rádios, de um modo geral, não cumprem o papel que lhes cabe de divulgar a música brasileira sem restrições.

Há quem critique, é claro, a forma, o conteúdo, quem foi selecionado pelos editais, os artistas convidados, enfim...é sempre difícil agradar a todos, né? E é obvio que quando entra a palavra “seleção” no jogo, muita gente boa fica de fora. Os critérios de uma seleção são sempre complexos e escolher é abrir mão, sempre. Mas o fato é que um projeto assim não pode acabar e todos os artistas nacionais deveriam ter essa experiência em seus currículos e mais ainda, em suas vidas!

A idéia do projeto é a mesma desde sua criação em 1977, a troca de experiências entre artistas de diversas gerações. Geralmente um ou mais artistas novos, dividem o palco com um já consagrado, participando uns nos shows dos outros e possibilitando que as respectivas bandas também interajam. Essa última versão selecionou 16 artistas por edital e convidou 16 conhecidos, que se distribuíram em 16 caravanas e partiram pra aventura entre outubro de 2007 e janeiro de 2008.

Eu tive o grande prazer de ver meu trabalho selecionado entre os muitos que foram enviados e todos de qualidade inquestionável, dadas as exigências do edital. E foi maravilhoso participar desse grande encontro, ao lado de uma equipe super competente e entrosada. Cantei com o cantor e compositor ZÉ RENATO, pra mim uma das mais belas vozes do Brasil e foi muito bacana!!!

Mas vou continuar essa história em outro post, pra não ficar cansativo demais pra ler.
Por enquanto fica aqui a idéia de que esse projeto é muito importante pra fazer nossa música circular e não deve de modo algum sair de cena mais uma vez.

Beijos

Cantado por MARIANNA LEPORACE às 11:03 AM
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• Sexta-feira, Março 21, 2008 •

UMA DICA: O BLOG "A LUZ DO MEU CAMINHO"

Não sou uma internauta intrépida daquelas que se dedicam horas navegando, desbravando e pesquisando tudo o que há. Nada disso! Uso a internet com muita parcimônia e somente pesquiso aquilo que necessito, aquilo que envolve as minhas urgências, a demanda do momento.

Mas tenho que reconhecer que esse universo da Internet é mesmo impressionante e desde que comecei a minha vida-web tenho feito descobertas incríveis de sites e pessoas que se dedicam com afinco a divulgar a música brasileira principalmente a produção independente, que é na verdade a que mais precisa da visibilidade que os canais alternativos proporcionam.

Pra encurtar o papo, que esse assunto vai muito longe, minha nova descoberta foi o blog “A Luz do Meu Caminho” do pesquisador português JONAS SANTOS, um apaixonado pela música cantada em português, um grande divulgador dos artistas que, como ele mesmo define em sua página no My Space, “dão o mote para alguma da melhor música que o mundo já ouviu...”

Seu blog é lindo e ele fala de tudo que considera relevante no reino musical de Brasil e Portugal. Uma delicia de passeio!

Fui contemplada!!! Ganhei um lindo post dedicado ao meu disco“Marianna Leporace Canta Baden Powell” que está aqui, pra quem quiser me dar a honra de ler!

Essas iniciativas sempre me emocionam, por que são voluntárias e partem da enorme paixão que a música desperta nessas pessoas, que acabam se tornando grandes divulgadoras, preciosas aliadas nessa incansável busca pelas mídias alternativas.

Então ai está minha dica e meu agradecimento ao Jonas por sua página e pelo carinho com meu trabalho!

Beijos

Cantado por MARIANNA LEPORACE às 10:32 PM
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• Segunda-feira, Março 17, 2008 •

RETROSPECTIVA 1: III FESTIVAL MARDELBOSSA EM MAR DEL PLATA

Como as coisas estão em franco processo de mutação por aqui e eu pretendo reformular os objetivos desse espaço aos poucos, vou abrir o blog esse ano fazendo uma retrospectiva de alguns eventos que participei e que não foram comentados.

E vou começar pelo III FESTIVAL MARDEL BOSSA em Mar Del Plata na Argentina, onde me apresentei ao lado do compositor FELIPE RADICETTI, em dezembro do ano passado.

O que de cara mais me impressiona nesse evento é a grande quantidade de músicos argentinos apaixonados pela nossa música. Isso eu já havia comprovado quando estive na Argentina em 2005, cantando em um outro festival de características semelhantes.

Chega a ser emocionante constatar o apreço, a dedicação que eles devotam à nossa musica e à história musical do Brasil, com ênfase na Bossa Nova. Sabem mais que muitos de nós músicos que vivemos inseridos nesse contexto.

Mas vou deixar as considerações sobre o Festival a cargo de meu amigo, o violonista ENRIQUE YAÑEZ, que escreveu a meu pedido um ótimo texto que foi traduzido pela DANNY REIS, dando uma idéia sobre o clima geral da homenagem à nossa estrela musical mais internacional, a BOSSA NOVA!

Segue abaixo o texto do Enrique:

Mar del Plata fica a exatos 400 quilômetros de Buenos Aires, a “Paris da América Latina”, dentro da província de mesmo nome. É uma cidade interessante, marítima, muito bonita e com um importantíssimo fluxo de turismo, sobretudo portenho.
Há muitos anos, quando o mundo era outro e cada região ainda conservava suas características próprias, Mar del Plata era sinônimo de mar, alfajores Havanna, games – até então não se conhecia o furor dos computadores e os joguinhos eram uma novidade – piscinas de água salgada e cassinos. Era também, e continua sendo, a capital nacional do pulóver - ao menos é isso que diz o cartaz de boas-vindas quando alguém se aproxima pela Estrada 2. Chegou a globalização, os jogos eletrônicos invadiram os lares, os deliciosos Havanna são vendidos em toda a Argentina e outras partes do mundo, os portenhos têm mais dois cassinos, mas ainda assim esta cidade mantém um encanto e uma sedução que a distinguem.


Um cassino lindo logo na entrada da cidade!

Nos anos 70 (e certamente antes também, mas minha memória só chega até aí) funcionava o célebre La Fusa, um local antológico onde Vinícius, Toquinho, Maria Creuza e Maria Bethania, entre outros, desembarcaram e fizeram shows memoráveis, dos quais ficaram como testemunhos dois registros discográficos, que ainda hoje são uma referência para muitos músicos que escutam música brasileira e que constituíram uma forte referência para o gênero.

Foi isso que nos contou o garçom do La Antigua Rambla, o restaurante que Mario Castiñeyra, músico e organizador do MardelBossa, elegeu para os almoços de toda a equipe nos dias que durou o festival. Ele contou histórias das quais foi testemunha e que nós, de outra geração, escutávamos atentamente.


O impagável garçom, Marianna, Felipe e uma parte do Swing Bossa

Acontece que há três anos se realiza em Mar del Plata o Festival Internacional MardelBossa no Teatro Colón, um empreendimento que Mario Castiñeyra renova todos os anos e que rapidamente vai ganhando importância no calendário musical. Deste modo, com diferentes leituras, origens e formações, aconteceu mais uma vez este evento, que a cada edição conta com maior apoio e reconhecimento.

No primeiro dia, o Swing Bossa (de Buenos Aires) apresentou standards do gênero, logo German Bense (de Montevidéu) interpretou principalmente suas próprias composições e depois o homenageado, Pacífico Mascarenhas (de Minas Gerais), junto a Jorge Cutello (Buenos Aires) e músicos (Ricardo Lew na guitarra, Roberto Núñez na bateria e Fernando Modern no baixo) mesclou suas composições com clássicos.


Enrique, Fernanda, Marianna, Cutello, German, Roberto e Felipe

Já no segundo dia, abriu o evento o Novo Trío (de Mar del Plata ) – canções de Castiñeyra e Mascarenhas -, depois entrou a cantora Claudia Maria com seu trio, recriando bossas e algumas músicas próprias, junto a seus músicos (Mariano Insaurgarat no baixo e Germán Insaurgarat na flauta). Finalmente Marianna Leporace e Felipe Radicetti(do Rio de Janeiro), junto a músicos convidados (Esteban Freytes no baixo, Martin Vicente na bateria e Enrique Yánez no violão) encerraram o Festival com músicas de Radicetti e uma homenagem a Baden Powell com músicas do CD “Marianna Leporace canta Baden Powell“.


Claudia Maria, Felipe, Marianna e Mario Castiñeyra

Buenos Aires, Mar del Plata, Montevidéu, Rio de Janeiro… Um grande show de um gênero incrível que não morre, porque a beleza não morre.

ENRIQUE YAÑEZ

Cantado por MARIANNA LEPORACE às 6:53 PM
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VOLTANDO AOS POUCOS...

Muito tempo longe daqui! Férias um tanto forçadas, porém extremamente necessárias.

Sofri uma perda incrível e isso me fez parar diante da vida com o intuito de rever o presente, para poder seguir construindo o futuro. Acho que quando alguém muito importante se vai desse mundo, temos que aprender a ler nas entrelinhas, entender o que a vida quer nos dizer com isso, por que não tem saída, ela sempre quer nos dizer algo. Quem fica sempre sofre alguma conseqüência, isso é fato.

Parei pra repensar os caminhos, as escolhas, o trabalho, a relação com as pessoas, tantas coisas...Tudo se relativiza e se transforma...conceitos caem, se modificam, novas perspectivas aparecem, novos olhares, mais importância ao que de fato importa e por ai vai...

Mas retorno aos poucos ao meu lugar, aos meus recantos reais e virtuais e principalmente às minhas firmes relações familiares e de amizade, por que a vida é mesmo muito rápida e curta e quem segura nossa barra emocional são as pessoas que escolhemos ao longo do percurso pra dividir nossa jornada.

Então vamos em frente que existe um ano inteiro pela frente!

Beijos

Cantado por MARIANNA LEPORACE às 11:58 AM
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Design: Samuel Andrade
Fotografia: Elisa Guerra

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